me rasga a face
frente ao espelho
despojado calafrio
lhe vejo de joelhos
incômodos dizeres
presença temporária
tenho o que quero
não lhe tenho mais graça
da janela que olhas
o que queres ver
tudo que tens
todos irei ter
troque essas cordas
dê-me para afinar
lhe deixo a dormir
para a melodia tocar
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
o teu receio
ler calado os teus brados
a brisa noturna reparo
importuno meus desejos
buscam formas de longe
como ofender teu nome
o que dizemos
nem sempre é
o que pensamos
mas o que pensamos
é sempre o que
queremos dizer
a brisa noturna reparo
importuno meus desejos
buscam formas de longe
como ofender teu nome
o que dizemos
nem sempre é
o que pensamos
mas o que pensamos
é sempre o que
queremos dizer
domingo, 27 de setembro de 2009
reflexões e dúvidas
até que esteja despida
e cubra-se novamente
frente aos meus olhos
maquiavélicos e dramáticos
descontos sobre a vida
reticência permanente
cansados e expostos
me enganar é o trato
o teu céu desaba sobre si
fala de coisas que fiz
atrás está a sombra do giz
a intenção do que você sempre quis
rende-se na capacidade
gosta de mentir e ouvi-lás
o jogo de sua serenidade
convenço-te com suas palavras
e cubra-se novamente
frente aos meus olhos
maquiavélicos e dramáticos
descontos sobre a vida
reticência permanente
cansados e expostos
me enganar é o trato
o teu céu desaba sobre si
fala de coisas que fiz
atrás está a sombra do giz
a intenção do que você sempre quis
rende-se na capacidade
gosta de mentir e ouvi-lás
o jogo de sua serenidade
convenço-te com suas palavras
terça-feira, 15 de setembro de 2009
enganos preocupados
é de um ar infantil
inocência que resume às falas
te busco o nome nas nuvens
diga-me quais são suas palavras
não lhe deixo ir, mas vai
lembro de ter visto semelhante
chore a mim essas lágrimas
deixe que dure ao menos o instante
inocência que resume às falas
te busco o nome nas nuvens
diga-me quais são suas palavras
não lhe deixo ir, mas vai
lembro de ter visto semelhante
chore a mim essas lágrimas
deixe que dure ao menos o instante
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
não tem mais volta
o tempo atrás do tempo
ponteiros na corrida do desespero
o tempo do folêgo ao mergulhar
obter, receber, devolver, conquistar
do mero abraço que encerra a solidão
muita riqueza, vem junto com muita decepção
um beijo na boca, na testa, outro no nariz
revela o gesto tudo o que não se diz
o teu silêncio quer me perturbar
minhas brincadeiras para lhe menosprezar
teu tom seco feito ar de verão
me biliscou, num sonho lá no sertão
ponteiros na corrida do desespero
o tempo do folêgo ao mergulhar
obter, receber, devolver, conquistar
do mero abraço que encerra a solidão
muita riqueza, vem junto com muita decepção
um beijo na boca, na testa, outro no nariz
revela o gesto tudo o que não se diz
o teu silêncio quer me perturbar
minhas brincadeiras para lhe menosprezar
teu tom seco feito ar de verão
me biliscou, num sonho lá no sertão
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
o seu stresse
e é divertido para ti
já que sempre estou aqui
para brilhar os olhos na escuridão
quando lhe digo o simples "oi paixão"
um suspirar de leve sorriso
de um momento com poucos motivos
atordoada em não sentir
algo que lhe faça sorrir
o teus dias ruins esquecidos
mensagens que o estão diluindo
logo então pensas a cada hora
e é por isso que não irá embora
já que sempre estou aqui
para brilhar os olhos na escuridão
quando lhe digo o simples "oi paixão"
um suspirar de leve sorriso
de um momento com poucos motivos
atordoada em não sentir
algo que lhe faça sorrir
o teus dias ruins esquecidos
mensagens que o estão diluindo
logo então pensas a cada hora
e é por isso que não irá embora
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
não me importo
me atinja feito alvo
com a força de todo esse seu calibre pesado
a imagem de teu beijo
estou triste por você não ser mais o mesmo
esta alma ainda está
encarnada no mesmo corpo que de costume
em quais vias foi resultar
esse sentimento que pelo meu nome a pune?
meu silêncio
qual deles
o completo
ou as vezes
o tanto que quer
só o que sei, o que posso
num mundo onde se pode ter tudo o que puder
só quero levar o que ao passar será ainda nosso
com a força de todo esse seu calibre pesado
a imagem de teu beijo
estou triste por você não ser mais o mesmo
esta alma ainda está
encarnada no mesmo corpo que de costume
em quais vias foi resultar
esse sentimento que pelo meu nome a pune?
meu silêncio
qual deles
o completo
ou as vezes
o tanto que quer
só o que sei, o que posso
num mundo onde se pode ter tudo o que puder
só quero levar o que ao passar será ainda nosso
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