quarta-feira, 7 de outubro de 2009

diante sono

me rasga a face
frente ao espelho
despojado calafrio
lhe vejo de joelhos

incômodos dizeres
presença temporária
tenho o que quero
não lhe tenho mais graça

da janela que olhas
o que queres ver
tudo que tens
todos irei ter

troque essas cordas
dê-me para afinar
lhe deixo a dormir
para a melodia tocar

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