terça-feira, 11 de outubro de 2011

Imagem e medo

O que você quer? Singelo e desconfiado!
Evitando a resposta, se vier, fico calado
Com o que se satisfaz, as imagens lhe pertencem?
Os medos que lhe atendem, o erro é raro!

O que eu sou, você não é
Me mostre as palavras que decidirão
pouco a pouco lhe convencer, quem o são?
Instigando o certo ao erro, espero que sim
reluta e quer assim, me mostra tua curva para não ser em vão

Eu lhe peço você nega, tão difícil me dar
Você pede eu nego, tão fácil me requisitar
Eu quero você, se oferece por mim
Remonta assuntos perdidos, só conversar

Tenho que insistir, você é chata
Garota mimada, me faz pensar infelizmente
O remédio sobre o que pensa, é veneno iminente
Tenho que me deixar curvar, seu medo a lhe vencer
Bem perto de sua imagem, tenho a palavra certa para escolher

Você me chamou

Você não me quer dar sua nudez
Pode me dar seus medos?
Lhe faz surpresa, atenta, acalenta
Só quando quero, pensa, a resposta fluídez

De espanto não se move, tergiversa a vontade
Nego que me fale, que sou conhecedor de teu medo
Sei de curiosidades, bate, o que tem em teu peito

Como criança ao pé do ouvido, faço entender
Difícil é ser narrativo, a nudez e o medo
Entendo sua hesitação, a confiança é permanecer
Me deixa ainda sem jeito, não faço por merecer

terça-feira, 5 de julho de 2011

Daquela cor, jambo

É cor de jambo que quero
bendita cor do nordeste
que atiça cabra-da-peste
me mantenho forte
mas é difícil passar no teste

atacante, me pergunta logo
desconverso porque posso
durante meu ócio, pensando
não me intimidando, é lógico
a mala pegando, de tempo eu gosto

sexta-feira, 11 de março de 2011

eu já sabia

supus que fosse, sempre quis o que você nunca quer
o coração que me der, baterá silencioso em meu peito
nunca feliz e satisfeito, mesmo quando o desejo vier

minhas palavras que lhe ofendem direto no pudor
meu julgo é falso e não lhe causará menos dor
agir segundo sua vontade, não me fará calar
nenhuma boca para moderar, nem um pingo de rancor

sábado, 4 de setembro de 2010

o lobo tem medo do fogo

as palavras que ecoam na sua mente são berlindas
deixe-as altivas e terá sua derrocada
os ditos do manipulador postam-se como fascínoras
a coragem é sua estupidez, o medo sua arma

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Para chamar sua atenção

vão e vem
nós ficamos por aqui
por mal ou por bem
ficam sem e tudo há de se estinguir

ao reinado da dor
a gosto da solidão

a distância de seu amor
é a clausura de minha devassidão

num imenso espaço de tempo
em quem pensar até tento
sinto as pernas cruzadas do ignorado
consumo o fato e escolho o alento

quarta-feira, 7 de julho de 2010

palavras esquecidas

palavras esquecidas
perdidas pelo tempo
lembranças vagas e adormecidas
sem sentido e arrependimento

caminhos esquecidos
escondidos pelo tempo
por florestas e floridos
o manipulado e o gênio

o tempo vira remorso
sempre que esse passar
das infâncias que recordo
querendo sempre voltar

aquilo que não está perdido
em vez será desviado
aquilo que julga o que foi dito
há muito está descontrolado