segunda-feira, 19 de maio de 2008

fique por aqui

da morte subirás ao céu
da morte poderás descer ao inferno
aos olhos dos que observam a face do descanso
aos gritos do que sentimentalizam em prantos

a luz que revela a travessia brilha
incomodando minha visão que busca uma pista
seguindo a melodia do canto da sereia
cego leio em toques delirios em seu corpo que esbraveja

dor, ódio, medo, angústia, frio e quantas mais
deixe tua alma que então poderás ir ao jaz

2 comentários:

Débora disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Débora disse...

estou num velório
velando meu corpo
observo meu funeral
e minhas passagens
me criando e me sepultando
cumpro a sina
que ensina o caminho
e segundo o que de mim me é dado
vejo