segunda-feira, 14 de abril de 2008

na minha gaveta

sendo assim tão vulnerável
presto homenagem ao amável
conhecedor e de tal praticante
só saber não é o bastante

irá de aprender com o tempo
o que tenho a lhe oferecer
para então aprender é estar atento

utilidades a tudo é encontrado
do sórdido ao mau necessário
sendo tão insólido e desgastado

de encontros mesmo que esporádicos
fortalece os abalados sentimentos
aqueles que tenho em tons trágicos
bem guardados nas gavetas dos alentos

Um comentário:

Débora disse...

conhecer é meu destino
e de tudo que me cerca
torço choro tenho imprimo
guardo levo dou defino

minuto a minuto
coisas me acontecem
coisas me falam
disparam verdades latentes
e nada sou do que não sei
o que não sei, não terei

do inútil da realidade
nascida das sensações
sofro de ter sede sem ter água

disso tudo o que me resta
é guardar as palavras que dei
nascidas desse meu coração afobado de poeta