sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

é algo que declaro

é a nuvem, um ser, um indivíduo, algo qualquer

monta imagens que queremos ver a qualquer preço

preço caro, que divide o corpo entre razão e sentimento

um impecilho que irei resolver quando me completar

um objeto, talvez uma face, quem é que quer?

havia já visto mas desconhecia tal sujeito


é cem mais cem em soma e sem dividendo


queria saber o que falta para isso terminar

Um comentário:

Débora disse...

Perguntas
Débora

O que eu quero do tempo?
(ele exorciza e define)
O que eu quero de você?
O que eu quero de mim?
O que eu sou pra você?
Fado, convite, sina, sorte, texto, labirinto, vestido,
o nome que sempre te chamou, a voz que embala os sonhos
Não tenha medo
Tenho mãos bobas
Tenho 31
Sou um problema social
Num mundo onde a mulher é ainda uma espécie encabulada
cambaleante entre amor e servidão
Que se cala toda vez que me chamas pelo nome
(você me faz soltar o verbo me deixa emaranhada)
Você nunca quis a morte?
_ Cerquei a morte com seus laços, eu quis pular, eu desejei o silêncio e a calma do fim.
Já experimentou a morte em vida, o coração cinza, o fim da linha, o caos?
De onde vem sua alma velha e infantil e o seu coração de liberdade?
Vem de onde você me guardou?
O que eu quero?
Não quero nada
Só o que for completo, inteiro, o que for essência, o que for indecência, o que for puro.
Quero sentar à sua sombra
Provar você, meu fruto doce.