domingo, 3 de fevereiro de 2008

passagem do tempo

a busca por um tom
aprendi a não estar
não existe forma que defina sua figura

feito a ausência de som
nada a enxergar
sabe-se que somente que algo nos circula

um campo de ternura
não se deixe enganar
é como até o horizonte nuvens carregadas de chuva

não ha certa postura
tudo fala um brilho no olhar
mesmo que por estações, mas chega a felicidade bruta

conto o tempo a lembrar
que o passado se foi
restando uma esperança no futuro que logo virá

não vá se preocupar
um formado por dois
flores irão de colorir o dia que em pouco chegará

Um comentário:

Débora disse...

Declaração
Débora

quando você era um desconhecido
nem podia imaginar que iria te querer tanto
hoje, você me visita de madrugada
um fantasma

formado por dois versos
que cravam as unhas
os sonhos
o tom
o sentimento