sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

passos contados

é soberbo como a mudança do tempo
de um vivido céu azul e sol brilhante
à cinza densidade de nuvens em tormento
como toque de mãos, à gota excitante

de sorrisos brotam a vida que se vive
no balançar das árvores pelo vento
numa macabra melodia que se forma no inverno
fazendo de minha vida um gostoso inferno

passos contados em minha direção
me negas teus olhos, porque visas o chão?

Um comentário:

Débora disse...

sou o pássaro aprendendo ainda a cantar no seu ninho.