sábado, 2 de fevereiro de 2008

pôr ser

por estar em serenidade que permaneço
escuto passos ao bater dos corações
por nuvens cinzas vejo que a um preço
caro a se pagar para eternizar-se emoções

a tempo para espera e tempo para agir
lhe ofereço palavras e peço espere e ouça
é de sonhos que viveremos quando assim permitir
ha este nome em mente como em chuva a poça

Um comentário:

Débora disse...

Procuro o tom
Débora

Procuro o tom da vida
Melancólicos , tons claros, alegria, prazer
Dor, espera (necessária, espera)
Pausa e silêncio
Fatalidades, genética e os acasos
Construo o instrumento da minha orquestração
Sou importante, boa e capaz
Sou futil, medíocre e tola
Responsável e inocente
Sou tudo isso
E vou pagar o preço para ser mais feliz do que tenho me permitido ser
Entendi a duras penas que a felicidade é possível
Que não existe só desencontro e traição
Existe ternura, amizade e delicadeza
O tempo me torna mais forte
A espera mais lúcida
O espelho menos exigente
O tempo, presente